A herança e a paisagem de Serra do Louro, Vale Barris e Serra de S. Luís constituem uma propriedade de relevância geológica, edificada, arqueológica, etnográfica e imaterial. O lugar testemunha a evolução da sociedade humana e sua consolidação ao longo do tempo, através da presença de assentamentos ancestrais que aparecem na crista da serra, como Castro de Chibanes, Alto da Queimada, Sol, Alcaria da Portela, Cidade de Rotura e Pedrão; mais tarde, o estabelecimento de fazendas e outras propriedades rurais (Quinta da Fonte do Anjo, Quinta da Torre, Quinta de Alcube e vários casais agrícolas); estruturas de abastecimento de água, como as várias fontes e minas (Minas do Fonte do Sol, Fonte dos Anjos); os moinhos (estruturas de produção artesanal); As formas rurais que permitiram o movimento de pessoas, bens e animais para os espaços vivos, campos, pastagens, locais de culto (Capela Escudeira, Ermida da N. Sra. das Brotas, Ermida de S. Luís (Capela de Alcube, Capela de Quinta da Fonte do Anjo) e comunicação entre diferentes localidades (Palmela, Quinta do Anjo, Cabanas, Vale Barris, Azeitão, Setúbal).

Esta longa dinâmica de ocupação / fixação humana do espaço sempre foi determinada por condições físicas, tais como características pedológicas (uso e classes do solo), condições geomorfológicas, climáticas e hidrológicas, bem como fatores como abundância de alimentos, caça e natural Recursos essenciais para o assentamento humano neste território.

Para a Natureza e para o Património Construído está associado a um patrimônio imaterial muito valioso, traduzido pelas memórias do cotidiano das pessoas que ocupam essa área. A linguagem, os modos de vida, os rituais da religiosidade popular, a sazonalidade e o know-how do trabalho da terra, a exploração, transformação e produção de recursos e bens (queijo, vinho, lã, pão) destacam-se. memórias da vida cotidiana.