Grutas Artificiais de Quinta do Anjo

O monumento funerário das Grutas Artificiais de Quinta do Anjo foi identificado, no último quartel do século XIX, circunstancialmente, durante a extração de calcário no local, ação que provocou a destruição parcial da necrópole, com maior incisão nas grutas 3 e 4.
Destinado a inumação coletiva, o monumento é composto por quatro grutas artificiais, escavadas no calcário brando da Arrábida, e utilizadas como necrópole entre o Neolítico final e o Bronze Inicial. Do vasto e notável conjunto de mobiliário funerário exumado destacam-se as grandes lâminas (sílex), pontas de seta, machados e enxós (pedra polida), diversas cerâmicas lisas (taças de calote e esféricos), cerâmica campaniforme (Grupo Internacional; Grupo Inciso e Grupo Palmela), objetos de adorno, ídolos cilíndricos e os ídolos placa (placas de xisto decoradas), os recipientes em calcário e com especial referência, as taças campaniformes e pontas de cobre “tipo Palmela”, identificadas pela primeira vez nestas grutas e que alcançaram uma extensa dispersão geográfica através de contactos comerciais com vários pontos do mundo mediterrânico.
Classificado como Monumento Nacional, desde 1934 (Decreto-Lei de 5 de Abril de 1934).